13 de março de 2003

EDUCAÇÃO
Pergunto-me, frequentemente, por que me interesso, leio e comento sobre questões educacionais. Por que raio não me limito a escrever coisas fantasiosas que, mal por mal, ainda é o que me sai melhorzinho. Mas, depois, lembro-me da minha antiga professora de Latim que, com o seu desempenho miserável, me castrou qualquer interesse pela língua; o latinório de coisa morta passou a podre pela sua acção desencorajante. Ou da cara de estúpidas de meia-dúzia de alunas que vi numa escola que ministrava o curso para professores do Ensino Básico (deixem-me escrever outra vez : Básico), das coisas que as motivavam; do que as fazia rir; do que se adivinhava do seu futuro desempenho. Peço desculpa de não estar morto e de ser cidadão. E como tal vou ter que continuar a falar.

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